Existe uma força que,
sem passagem, emperra.
Para quem está atravessando uma fase em que a vida pede outra forma. E ainda não sabe qual.
Conceito
Trabalho com narrativa há muito tempo. Texto, posicionamento, argumento, marca. Em algum momento, percebi que o problema raramente começa nas palavras.
Por baixo de quase toda dificuldade de se expressar, havia uma dificuldade anterior, a de reconhecer o que estava em movimento por dentro. Pessoas que ainda não sabiam o que estavam vivendo. E que, sem nomear, ficavam presas em formas que já não serviam.
A Mentoria Devir nasce desse lugar. De um modo de pensar que veio do trabalho com narrativa, mas que se aprofundou em filosofia, psicanálise, cinema, música, para chegar onde a comunicação sozinha não chega: o ponto em que alguém precisa reorganizar a própria vida antes de conseguir nomeá-la.
É um espaço de travessia. Para quem percebeu que a forma atual já não cabe, e ainda não sabe qual cabe.
Arquitetura
A Mentoria Devir se sustenta numa arquitetura própria. Três frentes de trabalho, atravessadas por um eixo vivo que mantém tudo em movimento.
Narrativa
O jeito como você conta a si mesmo a sua própria história. O que essa história organiza, o que ela esconde, o que ela já não dá conta de sustentar.
Consistência
A estrutura mínima que transforma o que se pensa no que se vive. O modo como decisões, gestos e ritmos se acoplam, ou não, ao que se diz querer.
Agenciamento
A forma como você se posiciona no mundo. Cobra, decide, se expõe, entra em relação. O ponto onde o pensamento encontra o real e descobre se sustenta ou recua.
Atravessando as três, há uma quarta presença, não um pilar, mas um movimento. O que impede a estrutura de virar fórmula. O que mantém o método em movimento.
Para que esse movimento se sustente na vida real, o método não opera só nos encontros. Cada mentorado constrói, junto com o mentor, um Espelho Cognitivo, um dispositivo de pensamento que organiza o que se pensa entre uma conversa e outra. É onde a travessia segue acontecendo, mesmo quando ninguém está olhando.
Travessia
o que vai acontecer
A travessia começa antes dos encontros, numa Conversa de Mapeamento. Uma leitura do terreno onde a pessoa está. O que pede passagem, o que está emperrado, o que já se sabe e o que ainda escapa. É nessa conversa que se decide, dos dois lados, se faz sentido seguir.
Se faz, começa o ciclo. Encontros regulares ao longo de alguns meses, em ritmo que respeita o tempo de cada um. Cada conversa abre um movimento, e entre uma e outra o trabalho continua. No dispositivo, na escrita, no que vai sendo notado no dia a dia.
O ciclo tem começo, meio e fim. Mas não tem linha de chegada nem metas. Termina quando a travessia ganha forma própria. Quando a pessoa já não precisa do mentor para sustentar o que descobriu.
Mentor Criativo. Estrategista Semiótico. Escritor.
Penso junto. Acompanho de perto. Não tenho fórmula. Tenho método.
Para conversar
Se algo do que leu até aqui te atravessou, vale uma conversa. Sem compromisso, sem proposta fechada. Só uma primeira conversa onde a gente entende onde você está e o que pode fazer sentido a partir daí.